A história

É a década de 1920, e Porto Alegre anseia pela modernidade.

Carros, largas avenidas retilíneas, velocidade, gasolina e letreiros luminosos. Enfim, tudo que testemunhe e comemore os avanços da jovem República, deixando para trás a cidade colonial: os velhos becos, íngremes e tortuosos, onde se concentram os “marginais” da cidade, tão incensados pelas crônicas policiais da época; as velhas casinhas de beiral e as pedras irregulares das ruas. Para uma minoria eloquente, modernizar a cidade é acabar com esses traços do “atraso”. Para outros, esses espaços são a casa, com sua vizinhança conhecida, tão agradavelmente próximos às principais ruas do centro. O que acontece, então, quando posições tão opostas como essas provocam o reencontro de amigos de infância, apenas para separá-los ainda mais?

Pois esta é a história das grandes transformações da cidade vistas pelos olhos de Vitória, uma jovem moradora do Beco do Rosário que sonha em ser jornalista, e os irmãos Waldoff, Teo e Frederica, nascidos em uma rica família de imigrantes alemães. Apesar de terem compartilhado boa parte de sua infância, eles percorrerão caminhos diferentes, e será justamente com as grandes reformas urbanas que verão seus caminhos cruzarem-se novamente: Vitória, como uma jovem jornalista amadora indignada com os discursos da imprensa que difama lugares como o Beco do Rosário; Teo, como o jovem engenheiro prontamente unido às fileiras da Comissão de Obras Novas da Intendência, encarregada de demolir os becos e abrir largas avenidas; e Frederica, uma entediada dama da sociedade presa a um casamento frustrado.

Estas páginas retratam um momento crucial da infância de Vitória, e que a marcará para sempre: quando vê seu nome impresso como um apedido no jornal “O Exemplo”, ela tem a certeza de que seu caminho está traçado e passa a perseguir o sonho de escrever e ser lida nos jornais de sua cidade. Porém, ela sentirá aquilo que os discursos republicanos que apregoam a igualdade de todos os brasileiros não gostam de admitir: que o caminho para o reconhecimento será um caminho pedregoso para uma menina negra nas primeiras décadas após a dita abolição da escravatura no Brasil.

Sobre a autora

Meu nome é Ana Luiza Koehler e sou porto-alegrense, formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS. Trabalho desde os meus 16 anos como ilustradora de livros para o mercado editorial nacional e europeu, bem como para o menos conhecido ramo da ilustração científica de arqueologia.

Entre meus principais trabalhos estão as ilustrações arqueológicas para as exposições “12.000 anos de história: arqueologia e pré-história do Rio Grande do Sul” (atualmente no museu da UFRGS)”, “Welt der Kelten” (Alemanha) e o Wikinger Museum Haithabu (Alemanha). Entre meus trabalhos como ilustradora de livros e quadrinhos estão os produzidos para a Freitag Editora (Brasil); os tomos 1 e 2 da BD “Awrah” para as Éditions Daniel Maghen (França) e o tomo 2 da BD “Carthage” para a editora Soleil (França).

Contatos:

Portfolio: www.anakoehler.wordpress.com

Twitter: @Anakoe

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